quarta-feira, 23 de junho de 2010

A janela.


A primeira coisa que faço quando acordo é abrir os olhos para meus sonhos. Depois que a intorpecência passa, miro o meu mundo mágico e me conecto à ele.
Várias portas e janelas se abrem, esperando que eu entre e as explore, mas meus olhos sempre olham, de longe, para uma em especial. Ela não tem uma vista bela, nem tem cores vibrantes. Ela é diferente das outras.
Tento entrar todos os dias na janela espelhada para descobrir seus segredos, mas o máximo que consigo é olhar pelas vidraças. Á tarde, o sol bate diretamente nela. Consigo ver meu rosto refletido. Então sorrio.
Depois que descobri essa janela espelhada, sempre a visito, esperando que o seu trinco esteja aberto, por descuido.
Sei que tenho milhares de janelas e portas para visitar. Sei que tenho outras coisas para ver e outras responsabilidades, mas o que mais gosto de ver é a vista incomum daquela janela esquisita, tão parecida comigo.
E que lugar mais apropriado para pensar, rir e escrever do que na frente de uma janela?

Luana Rizzo

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