
Um dia, ouvindo uma antiga balada romântica, comecei a rabiscar palavras a esmo em uma folha de papel amassada. A cada palavra, me recordava cada vez mais de ti. Então, porque não desenhar algumas de minhas fantasias?
Desenhei-nos com uma pressa desgastante, rabiscando traços de felicidade ora aqui e ora ali. Quando dei por mim havia rabiscado coisas tolas demais, como dois seres com as mãos atadas, à frente de um coração torto. Uma lágrima cai, e eu rabisco a gravura com força; não toda, para que não possa vê-la. Somente um grande rabisco no meio desta, para que toda vez que fitá-la possa ver o meu mais belo sonho manchado de tinta preta.
(Luana Rizzo - 2008)
